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Obras dos molhes podem receber mais R$ 42 mi

Postada em 26/08/2010 às 09:39:37
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A movimentação de barcos no porto pesqueiro de Laguna poderia ser maior se não fossem as condições do canal de acesso. Com as obras de retificação dos molhes, o calado na entrada da barra deveria ter ficado em 9 metros, porém, tem entre 2,5 metros e 3 metros, segundo os pescadores. A obra foi dada como concluída e está sob investigação do Ministério Público Federal. Como os problemas persistem, novos investimentos podem ser confirmados pelo governo federal.

As obras de retificação tiveram início em 2000 e deveriam ter sido concluídas em três anos. Porém, o contrato recebeu um aditivo de valor e de prazo. O consórcio formado pelas empresas Sulcatarinense, Odebrecht e Carioca Christiani-Nielsen deu as atividades por encerradas em dezembro de 2008, porém, devido às chuvas no fim daquele ano, foram realizados reparos, finalizados em setembro do ano passado. O valor final da obra gira em R$ 40 milhões.

Em julho, uma equipe técnica do Departamento Nacional de Portos e Recursos Hídricos (DNPH) realizou uma vistoria no porto. A informação repassada ao prefeito de Laguna, Célio Antônio (PT), é que podem ser liberados outros R$ 42 milhões para uma redragagem no canal, o que aumentaria o calado. Os recursos seriam provenientes do PAC II, e poderiam ser incluídos no projeto de redragagem do Rio Tubarão, já que as águas do rio desembocam na Lagoa Santo Antônio dos Anjos.

Segundo o procurador da República em Tubarão, Celso Três, a ação civil pública que será proposta pelo MPF não impede novos investimentos. “Ainda não entramos com a ação porque faltam alguns documentos, mas devemos fazer isso nas próximas semanas. A intenção é que as empresas sejam punidas por improbidade administrativa e que corrigiam as falhas. Teremos o cuidado de propor a ação de forma que não impeça o governo de fazer outros investimentos, porque este tipo de processo costuma ser demorado e a situação não pode ficar do jeito que está, pois prejudica a pesca e aumenta os riscos de acidentes”, observa o procurador.

Fonte: Jornal Diário do Sul

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